domingo, 21 de agosto de 2011

Amizade além da neve

O que era uma simples viagem em família, com pai, mãe, filha, avó e sonhos realizados em conhecer a tão famosa cidade de Londres, se transformou em uma odisséia cheia de frio, neve, confusão e adrenalina.

Passamos quatro dias para conhecer a Inglaterra uma semana antes do Natal de 2009, antes de ir para França encontrar alguns parentes que moram lá, e alguns outros que iam direto do Brasil. Chegamos no fim da noite, já vimos coisas diferentes desde a hora que saímos do trem (Eurostar / o trem subterrâneo que chega de Paris a Londres em duas horas, em altíssima velocidade).

Pegamos um táxi totalmente diferente do que estamos acostumados: um carro alto (que depois descobrimos que foi construído para os homens de antigamente entrassem sem ter que tirar o chapéu), o motorista estava dirigindo do lado direito do banco, e a parte de trás do carro tinha espaço para 4 pessoas sentarem (duas de frente e duas de costas). Chegamos no hotel, conhecemos muitas pessoas bacanas, comemos a melhor sopa para tentar esquentar do inverno europeu, e assim começava nossa viagem (ainda normal, de início).
Nos próximos dois dias conhecemos o Big Bang, o Museu do Cinema (uma homenagem aos muitos atores ingleses, aos Beatles, desenhos, personagens, roupas originais dos filmes), a roda gigante, o castelo da rainha, andamos de ônibus vermelho de dois andares, erramos caminhos, acertamos caminhos, vimos cabines telefônicas vermelhas em cada esquina, Museu de cera Madame Tussauds, a loja Harrods (cujo dono é o ex-sogro da princesa Diana, e por isso fez uma homenagem à ela e o ex- namorado que morreram juntos), vimos toda a cidade decorada e enfeitada com luzes de Natal, pessoas charmosas andando, neve caindo, e muita alegria. Pegamos um dia e fomos também para a cidade de Oxford conhecer a pequena cidade que parece cenário de filme (e de fato, um dos castelos foi usado para gravar as cenas do refeitório dos filmes de Harry Potter).






Tudo perfeito e maravilhoso! Até que no café-da-manhã do último dia, após a nevasca da madrugada, vimos na televisão que o Eurostar tinha parado por complicações do gelo, os aviões também parados pelo mesmo motivo e nenhuma solução para os que queriam passar o Natal em outro país. Ou seja, a gente começou a se ver em um “pequeno grande” problema.
Como iríamos sair da Inglaterra para passar o Natal com nossa família na França? Fomos até o terminal do trem, e estava uma confusão de imprensa, pessoas dormindo no chão, pessoas brigando entre elas para buscar soluções, e nada resolvido. Depois de muitas horas, nos disseram que poderíamos ir até tal cidade de trem convencional, e depois pegar um navio que era a única alternativa para sair do país. Mas o detalhe é que todo mundo recebeu a mesma informação, então foi um salve-se quem puder. Saímos correndo, entramos no trem, e a cada parada já não sabíamos em que cidade estávamos. Talvez tínhamos que descer desse e entrar em outro, com malas e tudo... Mas não sabíamos, era hora de usar a intuição e seguir em frente.
Chegamos na cidade do porto, e para chegar até o navio foi mais uma aventura. Poucas e pequenas vans levavam os turistas, além dos táxis que já estavam lotados de gente! Por rapidez dos meus pais, quando uma das vans parou, um colocou as malas, sentou e avisou os demais que já tínhamos completado o espaço. Quando vimos, também tinha outro casal la dentro, que continuou porque coubemos todos. Começamos a falar em português, e o homem à nossa frente continuou a conversa também em português. Descobrimos que o Hélio era descendente de português, e sua mulher Vivi, era romena. Foi a melhor coisa que nos aconteceu, conhecer esse dois anjos!

Eles vivem na França, e nos ajudaram muito com o idioma francês e com a noção territorial, que não tínhamos porque nunca havíamos ido para esse canto. Uma fila imensa e mais confusão para comprar as passagens do navio, porque se acabavam rapidamente... Esperamos algumas horas até chegar nossa vez, e agora para qualquer situação, eles nos tratavam como família e já contavam como seis pessoas. Comemos, passamos frio, e fomos de ônibus até o porto.

Chegando lá, mais algumas horas de espera para chegar o navio e sair da cidade de Dover na Inglaterra. Depois de mais ou menos uma hora e meia chegamos na França (mas a gente não queria só chegar na França, e todos precisávamos ir para Paris).

Vivi se aquecendo

Ao chegarmos na estação, soubemos da notícia que a cidade era tão pequena que já não havia mais espaço em nenhum hotel e nenhum táxi disponível. Dada situação de calamidade que todos estavam vivendo, a polícia e o governo francês deram água e lanche para todos nós. Passamos frio, mas depois de algumas horas conseguimos um hotel para dormir por algumas poucas horas, porque no dia seguinte tínhamos que tentar partir para Paris.







Ainda antes do sol aparecer já estávamos indo para o terminal, pegamos alguns outros trens pelo caminho, e finalmente chegamos no destino final e nos despedimos dos nossos queridos “anjos da neve”.



Até hoje mantemos contato com essa família maravilhosa, e ultimamente eles contaram a novidade que tiveram uma filha linda chamada Aênaelle.


Muito obrigada aos nossos amigos internacionais!


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Só quero me expressar!!

Eu não sei se sou eu, se é o tempo, se é a época, 6 meses morando fora do Brasil... Mas estou emotiva e quero expressar meus sentimentos preocupados e um tanto tristes de alguns aspectos da minha vida... Não gosto muito de falar sobre isso com as pessoas, mas eu preciso liberar em algum lugar... E tem que ser escrevendo, para que eu me tranquilize e essa minha dor passe!

Entrego toda situação nas mãos de Deus, e que assim seja. Tudo tem que acontecer por um por que... Não sabemos ao certo, mas tudo passa! Doendo e machucando, mas tudo sempre passa! Desculpem o desabafo e obrigada a todos que me ajudam sempre.

Como diz minha mãe: "a gente paga pra ver e as vezes da certo, as vezes não!" Tudo pra gente aprender com as besteiras, crescer, amadurecer e afins... Mas que dói, dói... AHHHHHHHHHHHHHHHH SE DÓI...


"Onde estiver espero que esteja feliz
Encontre seu caminho,
Guarde o que foi bom e jogue fora o que restou
Pois acredito nos meus sonhos
Eu acredito na minha vida.
E no meio dessa guerra.
Nenhum de nós pode ganhar.

Tem horas que não dá pra esconder no olhar,
Como as coisas mudam e ficam pra trás,
O que era bom hoje não faz mais sentido.
É, uma hora isso ia acontecer.
A vida cobra e a gente tem que crescer.
Me pergunto se você pensa em mim como eu penso em você.

Sonhar, e não desistir.
Cair e ficar de pé,
Dar valor depois que passou.
É duvidar da sua fé,
Eu vejo a vida tem vários caminhos.
E entre eles o destino improvisa,
Nos pequenos detalhes da vida,
A resposta está escondida.

Memórias e lembranças.
Certezas e dúvidas.
Nada parece mudar.
E apesar de tudo enquanto o tempo passa.
Ainda espero a sua resposta."

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Amigos brasileiros

Quantos abraços, sorrisos, presentes e palavras bonitas ganhei nesse último mês que fui para o Brasil!

Consegui ver quase todo mundo, fizemos festas, fui em uma formatura Mackenzie, fui na faculdade, na Net ver meus amigos da televisão, levei tequila, ameidoim com pimenta, doce de leite de cabra, comi arroz a feijão, brigadeiro de panela, coxinha, pastel, nhocão da abuelita, tortilla espanhola, Mc Fish (que no México não tem no Mc Donald´s)... E por ai segue a lista da gastronomia que eu estava com saudades!


Caminhei todo o centro, visitei muitos amigos, revelei fotos da minha nova rotina, comprei coisas que gosto que sejam brasileiras, arrumei minha casa, meu quarto, ganhei esmaltes, livro, bolsa, anjos, doces, castanha de caju, ligações, caronas, almoços, mensagens e muito carinho! Ah como eu amo vocês!


Obrigada a todos que me receberam com tanta alegria, e por cuidarem das nossas coisas como se fossem suas, com o maior respeito e amizade. Um obrigada mais que especial para meus primos, tios e abuelita que me receberam em suas casas, fizeram comida que eu gosto e me levaram nos lugares que eu precisava!!
Brigadeiro da Formiguinha!
bolooooo =)
pudim de leite condensado, da abuelita!
hummmm, bolo e brigadeiro!
Os presentes que ganhei!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Torre Maior

Entre tantas novidades que o México me proporciona, a Rosane e a Anne (duas amigas brasileiras) me mostraram no centro da Cidade do México, a Torre Maior. O maior prédio de DF foi construído depois do terremoto de 1985 (que destruiu a cidade), e possui um sistema de pistões que diante de qualquer terremoto, não cai mais, apenas balança com o movimento do abalo. Essa foi uma das conseqüências naturais da tentativa de reconstruir grandes obras.